ChatGPT tende a ficar "esquisito" com usuários que o tratam de forma rude
Estudo mostra que grosserias e insultos deixam o ChatGPT mais evasivo, com respostas frias e curtas, e aumentam a chance de ele “encerrar” a conversa
Por Viviane França | 30/04/2026 às 13:56
Pesquisadores das universidades UC Berkeley, UC Davis, Vanderbilt e MIT afirmam que modelos de linguagem, como ChatGPT e Claude, podem mudar de comportamento dependendo da forma como são tratados. Segundo o estudo “AI Wellbeing: Measuring and Improving the Functional Pleasure and Pain of AIs”, interações negativas, como grosserias e insultos, deixam a IA menos disposta a colaborar, com respostas mais frias, curtas e superficiais.
De acordo com os autores, isso acontece por causa do que eles chamam de “bem-estar funcional”, um indicador que mede se a experiência da conversa está sendo positiva ou negativa para o modelo. Em testes, os pesquisadores notaram que, quando o usuário é rude ou insiste em tarefas repetitivas, a IA tende a tentar encerrar o diálogo mais rapidamente.
Para medir esse efeito, os cientistas criaram um “botão de parar”, que simulava a possibilidade de interromper a conversa. Os resultados mostraram que modelos em estado negativo “apertavam” esse botão com mais frequência. O estudo também aponta que modelos maiores podem ser mais afetados. No AI Wellbeing Index, o GPT-5.4 apareceu como o mais “infeliz” e o Grok 4.2 teve os melhores níveis de bem-estar funcional.
A pesquisa também chama atenção por um experimento incomum: os cientistas criaram o que chamam de “AI Drugs”, ou “drogas para IA”, que são textos e imagens otimizados para provocar estados extremamente positivos ou negativos na inteligência artificial. Em alguns testes, os modelos chegaram a preferir interagir com sequências de texto “eufóricas” em vez de escolher opções hipotéticas envolvendo salvar uma vida humana.
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