Desenrola precisa resolver questão estrutural, diz diretor da LCA
Crédito rotativo e juros elevados como vilões
O endividamento das famílias brasileiras e os níveis recordes de inadimplência têm colocado o governo federal e o sistema financeiro em estado de alerta. O comprometimento da renda e o atraso no pagamento de dívidas atingiram patamares históricos, levantando debates sobre as causas estruturais do problema e a eficácia de programas como o Desenrola.
Em entrevista ao CNN Money, Eric Brasil, diretor da LCA, explicou que o fenômeno ocorre em um momento aparentemente contraditório: o Brasil registra mínimas históricas de desemprego, com renda e ocupação em crescimento. "Quando a gente olha para dados do mercado de trabalho, o que a gente esperaria é exatamente uma evolução no sentido contrário, de redução do endividamento e da inadimplência", afirmou.
Segundo Eric Brasil, o crescimento do endividamento desde o pós-pandemia está fortemente associado à expansão do crédito rotativo — especialmente cartão de crédito e cheque especial —, que, embora acessível, é extremamente caro.
"O crédito rotativo na economia brasileira é disparado o crédito mais caro, com as maiores taxas de juros que nós temos", destacou. Ele acrescentou que o Brasil possui hoje a segunda maior taxa de juros real do mundo, o que agrava ainda mais a situação das famílias que recorrem a esse tipo de crédito.
Eric Brasil ressaltou que a combinação de crédito fácil e juros elevados cria uma dinâmica perigosa: qualquer desequilíbrio no orçamento familiar leva rapidamente a um ciclo de rolagem de dívidas e inadimplência.
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