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Diversificação do uso da soja impulsiona novos negócios no Brasil

A diversificação do uso da soja está impulsionado novos modelos de negócios no Brasil. No centro desse movimento está a CJ Selecta, que inaugurou a primeira planta de etanol de soja em escala industrial do mundo e avança...

A diversificação do uso da soja está impulsionado novos modelos de negócios no Brasil. No centro desse movimento está a CJ Selecta, que inaugurou a primeira planta de etanol de soja em escala industrial do mundo e avança para consolidar o Brasil como protagonista em biocombustíveis avançados.

O desenvolvimento do etanol de soja surgiu de um desafio comum à indústria: dar destino mais nobre ao melaço de soja, um coproduto de baixo valor e demanda instável. A solução encontrada foi inovadora. Após anos de pesquisa iniciados em 2018, a empresa conseguiu viabilizar tecnicamente a conversão dos açúcares presentes nesse resíduo em etanol, utilizando leveduras específicas capazes de fermentar compostos complexos como rafinose e estaquiose.

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Sem referências globais para esse tipo de produção em escala industrial, o projeto exigiu testes laboratoriais extensivos e validações em planta piloto. O resultado foi a criação de um modelo produtivo inédito, que começou a operar em 2021, após aprovação regulatória.

"A capacidade atual chega a cerca de 10 milhões de litros de etanol por ano. Parte desse volume é reaproveitada internamente na produção de concentrado proteico de soja (SPC), enquanto o restante abastece o mercado regional de combustíveis em Minas Gerais", conta Fernando Betinardi, diretor industrial da empresa.

Além da inovação industrial, o etanol de soja apresenta ganhos ambientais relevantes. Dados indicam que suas emissões de gases de efeito estufa são cerca de 47% menores do que as da gasolina. Isso coloca o biocombustível em posição estratégica dentro do RenovaBio, política nacional que incentiva a descarbonização por meio da emissão de créditos de carbono (CBios).

A empresa está em fase final de certificação no programa e aguarda a inclusão oficial dessa nova rota tecnológica na regulação. A expectativa é iniciar a geração e comercialização de créditos até 2026, com potencial de evitar entre 7 mil e 8 mil toneladas de CO₂ por ano.

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