Itaipu avança em projetos de novas fontes de energia limpa
O setor de transportes lidera o consumo de energia no Brasil, representando 33,2% do total nacional, segundo dados do BEN 2025 (Balanço Energético Nacional), publicado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética). Grande pa...
O setor de transportes lidera o consumo de energia no Brasil, representando 33,2% do total nacional, segundo dados do BEN 2025 (Balanço Energético Nacional), publicado pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética). Grande parte dessa energia vem de fontes não renováveis, principalmente dos derivados de petróleo, como o óleo diesel, que responde por quase 43% dos insumos energéticos utilizados no setor. A forte dependência do combustível fóssil se deve ao fato de que mais de 60% da carga nacional viaja por estradas, em veículos com motores a combustão.
Tornar mais sustentável o sistema de transporte brasileiro e obter ganhos logísticos, alcançando maior competitividade, é uma questão complexa que envolve uma mudança estrutural na forma como o país se desloca. Entre os desafios à sustentabilidade do setor, a transição energética se destaca por demandar avanços na infraestrutura existente. A Itaipu Binacional, empresa responsável pela hidrelétrica instalada na fronteira do Brasil com o Paraguai, tem investido fortemente na pesquisa de novas fontes de energia limpa, como o biometano e o hidrogênio verde (H2V), dois biocombustíveis promissores para substituir o óleo diesel usado no transporte pesado.
Os resultados obtidos a partir de alguns experimentos são animadores. Desde 2011, o Itaipu Parquetec, o parque tecnológico que funciona na margem brasileira da usina hidrelétrica, atua na pesquisa, desenvolvimento e aplicação de tecnologias de hidrogênio, consolidando-se como referência nacional em inovação e sustentabilidade.
Nos laboratórios do Centro Avançado de Tecnologia de Hidrogênio, foi criada uma planta piloto experimental para testes e validações dos usos do H2V, também chamado de hidrogênio de baixo carbono. No centro, os estudos fundamentam-se em quatro pilares: mobilidade, materiais e armazenamento de energia, geração e descarbonização da indústria a partir de vetores de energia renováveis. Na unidade tecnológica da Itaipu, o cenário que se desenha é o futuro energético do país e os novos rumos para a mobilidade limpa.
No momento, os pesquisadores se concentram na conclusão da fase mini POC (prova de conceito) que irá demonstrar a viabilidade do projeto de produção de hidrogênio verde para abastecimento do data center do Itaipu Parquetec. A previsão é de que até o próximo mês de junho seja possível fazer a validação técnica para então partir para um programa em maior escala, que poderá permitir a substituição dos geradores de backup movidos a diesel por equipamentos alimentados pelo hidrogênio de baixo carbono, transformando o centro de dados do parque tecnológico em uma unidade net zero, ou seja, sem emissão de GEEs (gases de efeito estufa).
Mas o Itaipu Parquetec tem potencial para atuar em múltiplas frentes e uma delas é o desenvolvimento de combustíveis para frotas logísticas. “Há uma tendência global nessa linha. Nós estamos procurando infraestrutura para desenvolver tecnologias para essa temática”, disse o gerente do Centro Avançado de Tecnologia de Hidrogênio do Itaipu Parquetec, Daniel Cantane.
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