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Lombalgia já é a maior causa de incapacidade, alerta OMS

A lombalgia, popularmente conhecida como dor na parte inferior das costas, figura entre os motivos mais frequentes de consultas médicas globalmente. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que esse tipo de de...

A lombalgia, popularmente conhecida como dor na parte inferior das costas, figura entre os motivos mais frequentes de consultas médicas globalmente. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que esse tipo de desconforto é a principal causa de afastamento por incapacidade em todo o planeta. A projeção é que, até 2050, cerca de 843 milhões de pessoas convivam com o problema, impulsionado pelo envelhecimento e pelo crescimento populacional. Diante desse quadro, a dor lombar deixou de ser um evento isolado e tornou-se uma condição rotineira para muitos, diretamente associada à permanência excessiva em posturas fixas.

Ainda assim, é comum que o problema seja associado exclusivamente à postura, quando, na prática, o quadro costuma envolver uma combinação de fatores, como sedentarismo, sobrecarga muscular e permanência prolongada na mesma posição. O aumento do tempo sentado, impulsionado pelo trabalho em frente ao computador e pelo uso frequente do celular, tem sido apontado como um dos principais responsáveis pelo crescimento das queixas de dor nas costas. A fisioterapeuta e ergonomista Camila Alves Silva do Amaral explica que o principal fator de risco está na falta de movimento.

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“O problema é ficar parado por muito tempo na mesma posição”, pontua a especialista. Isso impacta diretamente o corpo ao longo do dia. “Quando permanecemos sentados por períodos prolongados, ocorre uma redução da atividade muscular de sustentação da coluna, aumento da pressão sobre os discos intervertebrais e sobrecarga em regiões específicas como lombar, pescoço e ombros”, acrescenta.

A rotina como fator de risco para o surgimento de dor nas costas: a ergonomista entende que a maioria dos casos de dor nas costas está relacionada a fatores do cotidiano, como sedentarismo, sobrecarga muscular e hábitos repetitivos, e não necessariamente a doenças graves. O cenário ajuda a explicar por que o problema atinge perfis variados, de pessoas que trabalham sentadas por longos períodos até aquelas que passam horas no celular ou em frente à televisão.

A especialista orienta que mudanças simples na rotina podem fazer diferença. “A ergonomia não busca apenas uma ‘postura perfeita’, mas sim variabilidade postural ao longo do dia”. O ambiente também tem papel importante nesse contexto, e a cadeira aparece como um dos principais pontos de atenção quando o assunto é conforto e prevenção de dores.

“Uma cadeira ergonômica funciona como uma interface inteligente entre o corpo e o trabalho”, diz ela. Na prática, isso significa que modelos com regulagens de altura, apoio lombar e ajustes de braços permitem uma adaptação mais precisa ao corpo, reduzindo sobrecargas ao longo da rotina. Nesse contexto, empresas do setor, como a DT3, têm investido no desenvolvimento de cadeiras ergonômicas com certificações e recursos de ajuste que buscam acompanhar a crescente demanda por conforto e bem-estar no ambiente de trabalho.

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