Análise: Em sabatina, Messias mantém posição contra os atos de 8/1
Sinalizações à oposição e estratégia do governo
Jorge Messias passa por sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado nesta quarta-feira (29), em sessão que definirá sua indicação para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal). Durante o processo, senadores da oposição tentaram confrontá-lo sobre os eventos do dia 8 de janeiro de 2023, mas Messias manteve sua posição de classificar os atos como graves.
De acordo com o analista Matheus Teixeira, no CNN 360°, integrantes da oposição fizeram um paralelo entre os eventos do 8 de janeiro e outras manifestações que resultaram em depredação do patrimônio público. Messias, no entanto, rejeitou essa equiparação. "Foi um dia muito triste", afirmou o sabatinado, ressaltando que atuou firmemente para ressarcir o erário público pelos danos causados ao patrimônio.
Em outros temas, Messias buscou desarmar a resistência dos senadores contrários à sua indicação. Segundo Teixeira, o sabatinado voltou a falar do colegialidade do STF em mais de uma oportunidade, criticando indiretamente as decisões monocráticas — ponto muito questionado pela oposição. Apesar dessas sinalizações, no tema específico do 8 de janeiro, Messias não recuou de sua posição.
O analista destacou ainda a presença de uma verdadeira força-tarefa do governo durante a sabatina. Entre os presentes, estavam senadores que pediram licença de ministérios para votar, além de ex-ministros que se desincompatibilizaram recentemente. José Mucio, também presente, afirmou aos jornalistas que "o que está em jogo aqui não é apenas o nome do Messias", sinalizando que a votação representa uma escolha mais ampla, associada ao próprio presidente Lula (PT).
Senadores da oposição deixaram claro, ao tomar a palavra, que suas críticas se dirigiam menos à trajetória pessoal de Messias e mais ao "conjunto da obra", ou seja, ao governo federal. Matheus Teixeira lembrou que Messias possui mestrado, doutorado e histórico próximo ao PT (Partido dos Trabalhadores). Ele foi chefe de gabinete de Jaques Wagner no Senado e subchefe de assuntos jurídicos durante o governo de Dilma Rousseff.
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