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Planalto aposta em apoios silenciosos perante cenário incerto de Messias

Aliados de Lula intensificaram conversas com parlamentares considerados indecisos no Centrão e até na oposição. Cálculo de governistas é de aprovação com placar sem muita folga

A análise da indicação do ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal) mobilizou o governo em uma ofensiva intensa nas últimas horas para garantir votos suficientes no Senado. Diante de um cenário apertado, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificaram conversas com parlamentares considerados indecisos no Centrão e até na oposição, apostando na possibilidade de dissidências silenciosas para assegurar a aprovação nesta quarta-feira (29).

Messias tem de alcançar ao menos 41 votos favoráveis no plenário do Senado para ser confirmado ao Supremo. Governistas projetam que ele conseguirá, no mínimo, 45 votos. Numa projeção mais otimista, 49 votos. Ainda assim, a margem é considerada estreita e sujeita a riscos. A oposição, por sua vez, trabalha com a expectativa de barrar a indicação, calculando que o indicado por Lula ficará em torno de 35 votos.

O ministro do Desenvolvimento Social Wellington Dias (PT) voltou a ser senador temporariamente para a votação -- já é um voto a mais na contagem governista. E, embora seja evangélico, Messias não deve contar com o apoio de todos da bancada religiosa.

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A votação secreta no plenário é vista como um fator estratégico para a base governista. Integrantes da base acreditam na existência de "votos envergonhados" — senadores que evitam declarar apoio publicamente por receio de pressões de eleitores e colegas, mas que podem votar favoravelmente a Messias na urna. Ainda nesse cálculo, interesses regionais e articulações de bastidores podem se sobrepor à polarização ideológica, avaliam governistas.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal concorrente de Lula ao Planalto nas eleições de outubro, afirmou que o voto da direita ocorrerá "conforme a consciência" de cada senador. Embora Flávio tenha reiterado posição contrária e o PL mantenha orientação de voto contra, governistas interpretaram a declaração como sinal de possível flexibilidade em segmentos da oposição.

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