Veja momento que Senado vota e rejeita indicação de Jorge Messias ao STF
Votação secreta e clima de incerteza
O plenário do Senado votou e rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal). A sessão foi marcada por intensa disputa política, com os dois lados — governo e oposição — mobilizados desde o momento em que a indicação foi anunciada.
Antes da votação no plenário, Messias havia sido aprovado na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) por 16 votos a 11. Para ser confirmado no cargo, era necessário obter o voto favorável da maioria absoluta da composição da Casa, ou seja, pelo menos 41 votos sim.
A votação foi realizada em caráter secreto, o que gerou incerteza sobre o resultado até o último momento. Com 79 senadores presentes dos 81 que compõem a Casa, o quórum qualificado apto a votar era de 77 parlamentares. O caráter sigiloso do escrutínio alimentou especulações sobre possíveis mudanças de posição, especialmente entre senadores ligados ao chamado centrão.
Davi Alcolumbre (União-AP), que presidia a sessão, aguardou que todos os presentes exercessem seu voto antes de encerrar a votação. Ao longo do processo, foram chamados pelo nome alguns senadores que ainda não haviam votado.
Antes do encerramento da votação, a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) pediu a palavra para se manifestar contrariamente à indicação. Em seu discurso, ela leu trecho de um editorial do jornal O Estado de S. Paulo, publicado em 8 de abril, intitulado "Senado tem o dever de rejeitar Messias". O texto citado afirmava que, embora a Constituição confira ao chefe do Executivo o poder de indicar nomes para o Supremo, "Lula fez dessa nobre prerrogativa um meio de premiar lealdades pessoais e garantir que seus interesses políticos imediatos estejam representados na Corte".
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