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Apertar ou ranger os dentes? Entenda o bruxismo de vigília e do sono, seus impactos e formas modernas de tratamento

O bruxismo, seja durante o dia ou à noite, chama cada vez mais atenção em consultórios odontológicos e médicos. Trata-se de um distúrbio de movimento que faz a pessoa apertar ou ranger os dentes de forma involuntária, mu...

O bruxismo, seja durante o dia ou à noite, chama cada vez mais atenção em consultórios odontológicos e médicos. Trata-se de um distúrbio de movimento que faz a pessoa apertar ou ranger os dentes de forma involuntária, muitas vezes sem perceber. Essa condição se relaciona ao funcionamento do sistema nervoso central e sofre forte influência de estresse e ansiedade. Como resultado, o problema causa desgaste dentário, dor muscular, incômodo na articulação temporomandibular (ATM) e cansaço constante na face.

Embora muitas pessoas associem o bruxismo apenas ao sono, o problema também ocorre em estado de vigília. Ele aparece durante atividades diárias, como trabalho, estudo ou até no trânsito. Portanto, a diferença entre bruxismo de vigília e bruxismo do sono se torna fundamental para entender os sintomas. Essa distinção também ajuda a identificar gatilhos e escolher o tratamento mais adequado. Em ambos os casos, a atenção precoce evita danos irreversíveis ao esmalte dentário e à estrutura da mandíbula.

Os especialistas consideram o bruxismo um distúrbio de base neurológica, modulada por fatores emocionais e comportamentais. Durante um episódio de apertamento ou ranger dos dentes, os músculos mastigatórios, como o masseter e o temporal, entram em ativação exagerada. O sistema nervoso central coordena essa contração intensa. No bruxismo do sono, essa ativação ocorre em ciclos ligados às fases do sono, sobretudo em momentos de microdespertares. Nesses instantes, o cérebro sofre pequenas ativações, sem acordar totalmente a pessoa.

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No bruxismo de vigília, a dinâmica se mostra diferente. O apertamento tende a ser mais estático, com os dentes pressionados por longos períodos. Isso ocorre principalmente em situações de atenção intensa, preocupação ou tensão emocional. Nesses momentos, o sistema nervoso simpático, associado à resposta de estresse, aumenta sua atividade. Desse modo, o tônus muscular da face se eleva. O resultado consiste em contração mantida dos músculos mastigatórios. Essa contração sobrecarrega dentes, articulação temporomandibular e pescoço, mesmo sem ranger evidente dos dentes.

A distinção entre bruxismo de vigília e bruxismo do sono envolve consciência do ato, tipo de movimento e gatilhos. No período diurno, o padrão mais comum é o apertamento. Os dentes permanecem encostados ou travados, muitas vezes com lábios fechados. Isso ocorre em momentos de concentração, uso de computador, leitura ou estresse profissional. Já o bruxismo do sono costuma se manifestar como ranger. Nesses casos, a pessoa esfrega um arco dentário contra o outro, produzindo ruídos. Quem dorme próximo geralmente percebe esses sons.

Enquanto o bruxismo de vigília se relaciona muito à postura, ao foco mental e à resposta a estímulos diários, o bruxismo do sono se associa à arquitetura do sono. Além disso, distúrbios respiratórios, uso de determinadas medicações e alterações neuroquímicas também influenciam. Em ambos, o estresse crônico e a ansiedade exercem papel relevante, pois modificam o processamento de estímulos pelo cérebro. Esses fatores também alteram o controle do tônus muscular. A identificação correta do tipo predominante orienta intervenções específicas. Assim, o profissional pode sugerir mudanças de hábito ao longo do dia ou ajustes na higiene do sono.

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