Derrota de Messias impõe dilema a Lula sobre nova indicação
Planalto precisa decidir se faz nova indicação ou deixa vaga aberta até 2027; Alcolumbre sinalizou que seguraria nova votação para depois das eleições
A derrota de Jorge Messias no Senado impõe um dilema ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com as eleições próximas e o tempo escasso para uma nova votação ainda este ano, o Planalto avalia dois caminhos: forçar uma indicação imediata em rito acelerado ou adiar a decisão para o ano que vem, correndo o risco de deixar a escolha para uma nova gestão.
Senadores da base do governo ouvidos pela CNN entendem que o Planalto precisa fazer um cálculo político para uma possível nova indicação. Eles consideram que Lula pode partir para o enfrentamento ao Senado e apresentar um novo nome na tentativa de capitalizar politicamente o embate.
A ideia seria indicar um nome mais palatável que, em caso de nova rejeição, desgastaria a imagem do Congresso como um agente político com intenção deliberada de prejudicar o Executivo. Uma possibilidade, por exemplo, seria indicar atendendo à cobrança de movimentos sociais que, desde o início da gestão petista, pleiteiam maior presença feminina no Supremo. Atualmente, o STF conta apenas com Cármen Lúcia e outros nove ministros.
Essa alternativa, no entanto, colide com a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo parlamentares ouvidos pela reportagem, o senador tem sinalizado que não pretende submeter a plenário nenhum outro nome indicado pelo governo antes das eleições.
Nesse caso, a votação poderia ocorrer no final deste ano, após o pleito, ou ficaria para o ano que vem, já sob uma nova composição da Casa Alta. Interlocutores da base governista entendem que, se Alcolumbre seguisse esse caminho, reforçaria a narrativa do Planalto de que o “Congresso é inimigo do povo” e quer barrar o trabalho do governo.
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