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30/04/2026
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Infalibilidade de Lula cai por terra com Messias barrado, diz especialista

Especialista afirma que derrota do governo no Congresso marca divisor de águas na trajetória política do presidente

A rejeição da indicação de Jorge Messias para uma vaga de ministro no STF (Supremo Tribunal Federal) pelo Congresso Nacional representa um marco histórico na política brasileira. Em entrevista ao WW, Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy, diz que o episódio derruba um dos maiores simbolismos construídos em torno de Lula (PT): a mitologia de sua infalibilidade política.

Na avaliação de Barreto, o principal derrotado com a rejeição é o próprio Lula. O especialista ressaltou o aspecto simbólico do ocorrido, apontando que cai por terra a chamada infalibilidade política do presidente. "Essa infalibilidade, em muitos momentos, se refletiu naquela coisa que as pessoas repetem: se o Lula estivesse no lugar da Dilma, não teria havido impeachment", disse.

Barreto avalia que o episódio configura mais uma demonstração de força do Congresso Nacional. Segundo ele, o Legislativo já controla o orçamento, vetou diversas pautas do governo e agora rejeitou uma candidatura ao STF. "Já controla o orçamento, vetou várias pautas desse governo e agora rejeitou uma candidatura para o Supremo Tribunal Federal", afirmou.

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O especialista também destacou que o episódio carrega um recado importante para o próprio STF. "Todas as críticas que o Jorge Messias teve que responder foram relativas a atitudes recentes do Supremo Tribunal Federal", pontuou Barreto. Para ele, há, portanto, uma reafirmação do Congresso e, ao mesmo tempo, um sinal direto ao tribunal.

Barreto ainda destacou que a derrota ocorre em um momento particularmente delicado para Lula. Segundo ele, o presidente enfrenta queda nas pesquisas, perspectivas de problemas inflacionários e questionamentos sobre sua saúde e vitalidade no debate eleitoral. "Talvez a pior derrota da vida política dele, no momento crucial para a definição do quarto mandato", concluuiu o especialista, ressaltando que a questão da infalibilidade é o aspecto simbólico do qual decorrerão várias consequências materiais e concretas.

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